segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Alan Wake – Análise

Da ultima vez que a empresa Remedy fez sua aparição foi quando Max Payne e Mona Sax estavam metralhando seu caminho através de criminosos para acabar com as conspirações e ao mesmo tempo resolver seus assuntos pessoais pendentes, no melhor clima de “Thriller” policial, definitivamente a serie foi um dos jogos mais singulares da época e fez o nome da empresa ser reconhecido.
Mas isso foi em 2003 e desde então a empresa trabalhou em sua nova franquia, um novo “Thriller” mas dessa vez não se trata das ruas de nova-york e o mundo do crime, mas sim de um escritor em uma pequena cidade do interior chamada Bright Falls. Perturbado por seus pesadelos e alucinações que vem a tona em sua vida real. Alan Wake é um game de survival-horror que ao fim pode ser encarado como uma obra de arte sem igual.

História (8)

Alan e sua esposa resolvem tirar umas férias, eles vão para uma cidadezinha do interior chamada “Bright Falls”. Alan é um escritor famoso e bem conhecido até mesmo na pequena cidade, mas algo de errado esta acontecendo, ele começa a escutar vozes misteriosas e acontecimentos sobrenaturais tomam conta de sua vida, e tudo vem à tona quando sua esposa desaparece no fundo do lago assim como a cabana e logo ele percebe que todos os acontecimentos estão sendo supostamente escritos por ele mesmo.
O livro que era pra ser um romance começou a se tornar em uma historia de terror que esta criando vida, tomando um rumo complexo, tão complexo que nem o jogador nem o protagonista conseguem entender nada. Se não fosse por isso, Alan Wake ganharia 10 na história, pois ela é intensa e profunda, mas os autores à fizeram tão profunda que no final das contas ninguém entendeu nada, nem mesmo o pobre protagonista.
O game conta com duas DLC`s que eram pra desenrolar a trama e dar um fechamento melhor para o destino de Alan, e as duas são muito divertidas e vale bastante apena, mas quanto ao fechamento melhor pra trama elas fazem o contrario, complicam mais ainda a cabeça do jogador e do protagonista.
No entanto, o formato em como a história é apresentada ao jogador, é totalmente cativante. Chega a um ponto que não sabemos se estamos jogando um game ou assistindo um episodio de “supernatural”.
Ao longo do caminho no jogo, Alan encontra páginas perdidas de seus manuscritos, esses que se tratam de um livro chamado “Departure” que é a história da qual ele esta vivendo. Ao encontrar as páginas perdidas, o jogador pode saber o que esta esperando por ele mais à frente no jogo, assim como os programas de TV com suas lições de moral no melhor estilo “Além da Imaginação”, e alguns monólogos onde podemos ver o próprio Alan falando de si mesmo e do rumo de seu livro através da tela.
É fascinante a maneira como vários elementos ao longo do jogo vão se completando e tentando dar um pouco mais sentido para tudo que esta acontecendo, pena que não é com tanta clareza como o próprio protagonista gostaria.

Gráfico (10)

Tanto os gráficos quanto o visual artístico de Alan Wake é muito bem trabalhado, algo que já era de se esperar de um jogo da Remedy. Tanto no tranqüilo dia onde Alan usa seu tempo para investigar sobre o que tem acontecido, como na noite, onde a escuridão toma conta de tudo e os personagens de seu livro vêm ao seu encontro para acabar com ele.
Diria que o Alan Wake em questões gráfico pode ser encarado como o “Uncharted” do Xbox360, e como o jogo todo gira em torno da incessante batalha entre a luz e as trevas, os efeitos de iluminação no jogo. A maneira como a luz de uma “flash granade” ou o tiro de um sinalizador brilha e destrói os “taken”(possuídos pela escuridão) é muito satisfatório para o jogador.
As movimentações e ações de Alan são bem realistas e normais, algo que agrada bastante em meio de tanto sobrenatural.

Som (10)

A envolvente narração do protagonista é um dos fatores que fazem com que jogador tenha um maior envolvimento com o protagonista e uma imersão maior na trama. A dublagem no jogo é de primeira, pois uma marca registrada dos jogos da Remedy são os inimigos bastante “tagarelas” como já vimos em Max Payne, e Alan Wake não fica pra traz.
Os efeitos sonoros em geral são muito bons, mas o que mais cativa são as musicas que tocam ao final de cada episódio do jogo, a trilha sonora é de muito bom gosto e combina perfeitamente com o final de cada parte da trama.

Gameplay (8)

O sistema de batalha de Alan Wake é bastante único, nosso protagonista conta basicamente com uma lanterna uma arma de fogo, mas antes de atirar, é preciso concentrar a luz da lanterna em seu oponente para enfraquecer a escuridão nele, pois ela o torna imune a ataques. Mas ao longo de seu caminho você pode encontrar “flash granades”, “flares” e armas sinalizadoras, que são grandes fontes de luz que eliminam toda a escuridão em seu caminho, e muitas vezes sem precisar da arma de fogo para finalizar seu inimigo.
Lembrando que não são apenas pessoas que te atacam ao longo do jogo, objetos possuídos pela escuridão também flutuam e se atiram em direção ao escritor em alta velocidade, e se o jogador não for rápido em esquivar ou destruí-lo com a luz, a morte pode ser iminente.
O jogador deve fazer um bom uso de suas armas e baterias pra lanterna ao longo do jogo, pois elas não vêm em tanta abundância, principalmente quando se trata de munições de rifles, espingardas e sinalizadores.
Os controles são intuitivos e fáceis de aprender, apesar de Alan parecer um pouco pesado de inicio. Algo que pode atrapalhar alguns que estão acostumados com jogos no estilo “TPS” é a ausência de uma mira mais precisa, pois a mira simplesmente não existe, ou Alan mira automaticamente ao concentrar a luz de sua lanterna no oponente, ou o jogador sofre ao tentar mirar, pois a mira é basicamente o centro do feixe de luz da lanterna.
O jogo apresentou alguns “slow down” ao longo da jogatina, mas não foram aqueles de propósito que o jogo te proporciona quando aparece um inimigo no meio da mata, ou você esquiva por pouco de um ataque, o “frame-rate” realmente cai e isso torna a experiência um pouco frustrante.

Conclusão

Alan Wake é um jogo que vai te prender do inicio ao fim em todos os seus aspectos, ainda mais quem é fã de Max Payne e ver as semelhanças de estilo entre as duas franquias ficara encantado.
As duas DLC`s são boas, mas nada indispensável, diferente do jogo que é um título que todo orgulhoso dono de um Xbox 360 deve vivenciar essa experiência ao lado do escritor e ficar tão confuso quanto ele ao longo de sua triste história.
Pontos Positivos
  • História envolvente
  • Gameplay unica
  • Musicas
  • Efeitos de luz
Pontos Negativos
  • Acontecimentos previsíveis
  • Queda de “frame rate”

Fonte: GamerPoint

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